O ator Oliver Reed em toda sua majestade, ao interpretar o padre Urbain Grandier, no filme The Devils (1971), dirigido pelo diretor e teólogo britânico Ken Russell. Baseado no livro de Aldous Huxley, o filme nos leva à comuna francesa: Loudun. Onde acompanhamos o subversivo padre político, em meio a disputa de poder entre a igreja católica, a monarquia francesa, o surto da peste e ascensão do protestantismo.
Sobre a viagem no tempo: Elaborei um método muito simples de interpretar a viagem no tempo, poupando-nos do desgaste em pensar a viagem no tempo do modo cronológico. Pra começar, temos o arquétipo do viajante do tempo. Portanto é correto afirmar, que a razão de ser do viajante do tempo é encontrar-se diante da possibilidade da viagem no tempo, para resolver conflitos e alinhar o próprio tempo, enquanto geralmente sua existência corre risco pelo próprio paradoxo da viagem no tempo.
Não penso que o viajante do tempo, pudesse evitar viajar no tempo diante da possibilidade, ou então ele não seria o viajante do tempo.
Como eu disse acima a própria viagem no tempo é paradoxal, porque coloca existência do viajante do tempo em risco, em paralelo a isto, a própria viagem no tempo é o único meio para o viajante do tempo, requirir seu direito de existir e vir a ser completo.
Então é correto afirmar, que a razão de ser do viajante do tempo é validar o seu direito de existir, diante da possibilidade ou do fardo que é o seu destino. Uma verdadeira busca por identidade.
Esse método me foi gerado, depois que eu finalizei a novela Kubanacan, e felizmente consegui encaixa-lo em outros roteiros de viagem no tempo, e tem me ajudado a interpretar, bem melhor que os velhos malabares temporais (risos).
"Fulano tem medo da própria sombra" diz o ditado popular. Ouvi muito isto quando criança, o que eu não tinha noção, era o tamanho desdenho ao invisível. Ora, a sombra é de assustar mesmo, uma perseguidora, desafiadora, está conosco antes de nós. Com a única finalidade em ser correspondida em seu jogo, seu único modus operandi é caçar como um perseguidor onipresente, aquele que foge.
Vemos aqui que imaterialidade é sinônimo de força, tal como a força de Newton na física.